Por que essa história importa
A trajetória da Mariana Marcotti mostra, na prática, como a rotina de uma student-athlete nos Estados Unidos transforma desempenho, mentalidade e futuro profissional. Formada pela Central Michigan University (CMU) em Sports Management (com minor em Business Administration) e atleta da NCAA Division I, ela equilibrou treinos intensos, viagens de competição e um calendário acadêmico exigente — experiência que hoje impulsiona sua carreira no mercado esportivo.
Destaques da jornada
- Balanceamento real entre sala de aula e campo: projetos em grupo, experiências fora da sala e rotina de alto rendimento.
- Estrutura de ponta na NCAA D1: vestiário, campo, academia e logística de viagens custeada pela universidade.
- Disciplina e mentalidade coletiva: chegar no horário, ajudar o time, foco no objetivo e atitude profissional.
- Rede de conexões: relacionamentos que abrem portas no estudo, no esporte e no mercado de trabalho.
O papel da preparação no Brasil
Antes do embarque, a Mari somou treinos específicos (campo e força), produção de materiais (vídeos) e reforço acadêmico (aulas voltadas às provas). Esse conjunto — aliado à orientação próxima da DL&L — encurtou a adaptação e elevou o desempenho logo nos primeiros meses de CMU.
Entrevista – perguntas e respostas (íntegra)
Como foi a sua experiência acadêmica em CMU?
Mari: “Muito boa. Acredito que o fato de ter um balanceamento entre projetos em grupo, experiências fora da sala de aula, ajudou bastante o meu desenvolvimento acadêmico”.
Como foi balancear o desempenho acadêmico, em uma instituição exigente, com um programa de futebol igualmente de alta performance?
Mari: “Com certeza foi um dos maiores desafios. Acredito que sempre tentar me organizar antes do início da semana, ajudou bastante, e focar nos objetivos também. Definitivamente não é fácil, mas acredito que hoje ainda mais no mercado de trabalho, nos tornamos bem mais tolerantes depois de passar por essa experiência.”
Qual foi seu curso/s?
Mari: “Major em Sports Management e Minor em Business Administration.”
Com relação à sua preparação pré-universidade, aqui no Brasil, quais foram os fatores que fizeram a diferença para ter um perfil para a Central Michigan University?
Mari: “Sem sombra de dúvidas, a DLL teve muita participação nisso. Acredito que jogar em um alto nível seja nos treinos da DLL ou em um clube, me ajudou bastante para ter vídeos que fossem me preparar para mostrar para os treinadores. Também ter aulas particulares com professores dedicados às provas que eu teria que fazer, ajudou bastante. Também a DLL sempre esteve disposta a responder quaisquer perguntas que eu tivesse, o que ajudou bastante no processo.”
Como você se preparou para tudo isso? Como conseguiu unir o alto nível acadêmico com alta performance esportiva?
Mari: “A DLL fez um plano de treinamento personalizado, o que ajudou bastante colocando treinos no campo e de força. Também saber qual é o seu objetivo ajuda bastante — dedicava metade do meu dia aos treinos e a outra metade aos estudos.”
Como foi a sua experiência com o futebol universitário dos EUA? Estrutura, nível dos atletas, organização, disciplina, treinamentos?
Mari: “Foi fantástica. Sobre estrutura, nem os melhores times profissionais do Brasil têm a mesma estrutura que eu tive — vestiário, campo, academia, tudo que um atleta precisa para ter sucesso, eu tive. Nível dos atletas extremamente alto, atletas completamente físicas, super rápidas e principalmente fortes. Tudo super organizado — quando viajamos para fora do estado, tínhamos ônibus, alimentação, hotel, tudo custeado pela universidade. Disciplina foi muito importante porque tinha que conciliar também com os estudos. E meu treinador também era muito grande na parte da disciplina: chegar no horário, ajudar a recolher material e ter uma atitude sempre pensando no coletivo, independente da situação.”
Agora, com experiência de vivência de 4 anos em um programa de futebol de uma universidade da NCAA D1, qual é a sua análise do perfil esportivo-acadêmico dos atletas internacionais recrutados ao longo dessas temporadas?
Mari: “Acima de qualquer coisa, o treinador está procurando jogadores que tenham uma mentalidade coletiva. Obviamente que todos querem jogar, mas entender que você está num time e num esporte coletivo é o mais importante. Eles também procuram atletas com disciplina, dentro e fora de campo. Não ter notas boas não é uma opção. Sobre a parte mais específica do futebol, quando eles olham para atletas internacionais, as expectativas são que o atleta consiga ter um nível físico que o jogo de futebol universitário requer, mas eles também procuram coisas que não conseguem achar nos Estados Unidos, como atletas mais talentosos e técnicos. E, obviamente, a disciplina é grande parte para um treinador americano. Óbvio, ter qualidade no futebol é importante, mas se você não tem um espírito de equipe não vai durar muito tempo.”
Agora sobre a sua fase atual: além do conhecimento acadêmico adquirido, o que, na sua visão, fez grande diferença no seu crescimento para a vida profissional?
Mari: “Com certeza ser uma estudante-atleta tem grande parte no meu crescimento profissional. Quando você é uma estudante-atleta, você é colocada em situações desconfortáveis todos os dias, como, por exemplo, acordar às 5h da manhã embaixo de neve pra ir treinar fisicamente. Muitas pessoas tendem a desistir, inventar desculpas e não ir ao treino. Mas quando você passa por essas situações firme e forte, você adquire uma ‘casca’ importante e experiência para transferir isso pra sua vida profissional, se tornando bem mais tolerante pra aguentar quaisquer dificuldades que o trabalho e a vida profissional podem te trazer.”
Inserida no mercado de trabalho, quais as principais lições que aprendeu nos seus 4 anos nos Estados Unidos, que estão te ajudando na sua carreira?
Mari: “Acho que a principal é o poder das conexões com as pessoas. Todas as oportunidades que tive até hoje aqui nos Estados Unidos se deu muito por conta das minhas conexões. Um professor me disse uma vez: não é quem você conhece, mas quem te conhece. Também a parte da disciplina conta até hoje na vida profissional — saber se organizar, saber quais são os seus objetivos e ter comprometimento me ajudam bastante a ter sucesso no meu novo trabalho.”
Se pudesse dar uma dica, hoje, para ajudar a preparação de jovens prospectos pensando em universidades no exterior através do futebol, qual seria?
Mari: “Minha maior dica: comece hoje. Comece a criar um programa de treinamento — principalmente fisicamente — pra te preparar para sua chegada nos Estados Unidos; comece a inserir treinamento de força na sua rotina. Também comece a estudar inglês: ter notas boas vai te ajudar em muitas oportunidades. E, principalmente, procure se conectar com pessoas que fizeram faculdade nos Estados Unidos. Pergunte pra elas, tente entender como era a rotina delas — é importante ter uma visão 360 graus para também entender se é isso que realmente você deseja.”
Quer saber mais?
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